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Opção mais barata: leilão de móveis

29 de jan de 2013 | Por: Seu Lar Aqui

Para quem busca móveis de qualidade com preços acessíveis, uma boa opção são os leilões de móveis de apartamentos decorados promovidos pelas construtoras. Muitos não sabem, mas quando acaba o tempo de exposição dos apartamentos modelos, todo o ambiente é leiloado.

“É muito interessante, porque as construtoras sempre reúnem marcas boas, então os clientes compram produtos de qualidade até pela metade do preço”, incentiva o economista Vagno Pereira da Costa.

Os produtos que vão a leilão, são de todos os cômodos e para todos os gostos. “Tudo que está no decorado é leiloado, inclusive, eletrodomésticos, luminárias e até portas”, conta o diretor da Construtora Queiroz Silveira, Rogério Silveira. O diretor de incorporação da EBM Desenvolvimento Imobiliário, Fernando Razuk, acrescenta que nos leilões da EBM, também ficam disponíveis de janelas à artigos de decoração.

Nas duas construtoras o leilão acontece quando é preciso demolir o stand de vendas, aproximadamente um mês antes do início das obras. Por isso, o decorado fica em exposição, em média de seis meses a dois anos, dependendo do estilo e tamanho de cada empreendimento.

Já na Consciente Construtora e Incorporadora, o decorado é feito em um apartamento à venda. Portanto, como os apartamentos decorados continuam montados no prédio mesmo com o andamento das obras, o leilão acontece após a venda de todos os imóveis. “O tempo em que o decorado fica em exposição depende do empreendimento, já tivemos alguns totalmente vendidos em um mês e outros podem demorar dois anos”, revela o presidente da construtora, Ilézio Inácio Ferreira.

Nas três construtoras o evento é aberto ao público em geral, mas na Construtora Queiroz Silveira, como a divulgação não é muito grande, na maioria das vezes, os próprios funcionários, são os primeiros a ofertar. Já na EBM Desenvolvimento Imobiliário, a principal forma de divulgação é pela internet, proporcionando muita procura. “No decorado do empreendimento Diamond, que tem 300 metros, ou seja, muita decoração, tivemos, mais ou menos, 500 pessoas interessadas”, informa o diretor de incorporação.

PREÇOS

No geral, o valor dos produtos sai por até metade do preço que a construtora pagou, que já é menor do que encontrado no mercado. “Colocamos o valor mínimo, que é de 50%, se a proposta for igual ou mais alta, já está vendido, mas se for mais baixa, ainda assim analisamos, e muitas das vezes, vendemos pelo valor ofertado”, conta Rogério Silveira.

Nos leilões promovidos pela Consciente Construtora, os valores dos produtos chegam a até um terço do preço de mercado, e na EBM a média de descontos é entre 40% a 60% em relação ao valor encontrado nas lojas.

O próprio diretor de incorporação da EBM, Fernando Razuk já participou de um dos leilões da EBM: “Comprei um lustre, que na loja custava R$ 6 mil, a EBM negociou e comprou por quase R$ 5 mil, e eu arrematei por R$ 1.700, é muita diferença.”

Já a Loft Construtora promove um bazar e não um leilão. Por isso, não é possível que os interessados apresentem ofertas, já que há um preço fixo. “Mas quando acontece de pedirem desconto, analisamos o valor e a forma de pagamento”, diz a diretora financeira da construtora, Rachel Veras.

Apesar da maioria das empresas oferecem condições de compras parceladas, o economista alerta que a melhor opção é comprar à vista, já que se for embutido juros, com a depreciação, o valor final acaba não sendo muito compensatório em relação ao encontrado no mercado.

BENEFÍCIOS

Além de oferecer economia ao público que deseja comprar móveis de design assinado, o leilão também traz benefícios às construtoras. “É bom para os dois lados, porque as empresas não vão montar um novo showroom com os mesmos ambientes, já que não são mais lançamentos, e precisam se desfazer dos móveis, enquanto para os que adquirem, é interessante, porque acham móveis de qualidade com preço menor”, afirma Wagno da Costa.

“Dessa forma ajudamos quem compra, e também não vemos vantagem em guardar, porque teríamos que montar uma estrutura muito grande e a logística não compensaria”, diz o diretor da Queiroz Silveira.

Fernando Razuk concorda, e diz: “Poderíamos até tentar reaproveitar os móveis em outros decorados, mas os nossos clientes querem ver novidade, e precisaríamos de um galpão pra guardar, gastaríamos com transporte, desmontagem e limpeza.”

O leilão não traz lucro às construtoras, mas é uma forma de evitar despesas, que preferem se desfazer e depois comprar ambientes novos para os decorados.

CONSERVAÇÃO

Pelo motivo de que os apartamentos não são habitados, e só visitados, a maioria dos produtos em exposição, permanecem em bom estado até o leilão. “Em geral como os apartamentos não são utilizados, os móveis são considerados praticamente novos”, atesta o diretor de incorporação da EBM.

“Quando estão em exposição, acabam pegando poeira, alguns desgastam, como os tapetes. Realmente tem móveis desgastados, mas são poucos, a maioria é novinho”, pondera o diretor da Construtora Queiroz Silveira. Ele ainda conta que os preços são determinados de acordo com o estado dos produtos, e os que tiverem em estado pior, tem o preço reduzido ainda mais.

O presidente da Consciente Construtora explica que os preços mais baixos se dão pela necessidade de desfazer dos mesmos, já que o estado de conservação é bom. “Praticamente não há desgaste, pois os visitantes dos apartamentos decorados não usam os ambientes, apenas passam pelos cômodos para conhecer.”

InfoMoney

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