Estadão
Dividir o espaço com os vizinhos é um dos balizadores da vida em condomínio, mas as práticas de boa convivência não devem se encerrar do portão para fora dos edifícios. É preciso cuidado na acomodação do resíduo doméstico para o recolhimento pela Prefeitura. Cerca de 10 mil toneladas de lixo domiciliar são produzidas diariamente na capital.
Os empreendimentos devem respeitar os horários estabelecidos pelo poder público para a colocação dos sacos nas ruas. Seguindo determinação da Lei 13.478/02, a Prefeitura de São Paulo pede que o lixo seja posto para fora em horário próximo à passagem do caminhão coletor, quando a limpeza é feita durante o dia, e após as 18 horas, se realizada à noite. A multa por desobediência às normais é de R$ 56,40.
Pelo endereço ou pelo CEP, é possível consultar no site da Secretaria de Serviços(www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/servicos) o horário de coleta de cada região. No portal, há ainda informações sobre as duas concessionárias que prestam serviços na cidade (Ecourbis, na reegião sul e parte da leste, e a Loga nas demais). Elas também permitem a consulta pela internet.
Sem obstáculos. No edifício onde Edmond Tadros, de 58 anos, é síndico, a coleta é realizada uma vez por dia, seis dias por semana, sempre no período noturno. Segundo ele, o condomínio de 30 unidades na Vila Olímpia produz diariamente resíduos para encher até quatro sacos com 100 litros de capacidade. ”Temos um cesto grande na frente do prédio para o lixo ser recolhido. Usamos um pedaço do jardim externo para colocá-lo, então a passagem dos pedestres fica livre”, diz.
De acordo com a Prefeitura, as edificações mais recentes devem reservar um abrigo dentro dos limites do imóvel para a deposição dos detritos, deixando espaço para o trânsito dos lixeiros. A administração ainda lembra: de acordo com a nova lei das calçadas, em vigor na cidade desde janeiro, 1,2 metro dos passeios deve ser reservado para a circulação de pessoas.
Os condomínios também precisam de organização para a acomodação interna do lixo produzido nas unidades. ”Nos nossos empreendimentos, recomendamos a coleta nos andares de duas a quatro vezes ao dia, de acordo com a necessidade”, diz o gerente regional São Paulo da operadora de condomínios Mondexflex, Osmário Reis Santos.
Os moradores devem ser informados dos horários de recolhimento pelos funcionários especialmente quando o edifício não reserva um espaço exclusivo para o depósito de lixo em cada andar. ”Em horários predeterminados, a pessoa da limpeza passa, e o condômino coloca o saco do lado de fora do apartamento”, explica.
Prédios mais novos em geral contam com dependências no subsolo para a acomodação interna de todo o lixo enquanto a colocação dos resíduos nas vias públicas é proibida. ”Aos que não têm um depósito, recomendamos a utilização de um container”, diz o diretor de condomínios da administradora Habitacional, Márcio Bagnato. É importante também, segundo ele, o uso de sacos reforçados e com boca larga para evitar o derramamento de lixo no chão.
Grandes geradores. Condomínios comerciais ou mistos são considerados grandes geradores de resíduos se excedem a produção de mil litros de lixo por dia. Nesses casos, cada conjunto é responsável pela própria coleta e deve se cadastrar na Prefeitura. Para os residenciais, não há um limite máximo estabelecido.
Notícias relacionadas
Os prós e contras dos condomínios-clube
O objetivo de um condomínio-clube é oferecer ao morador serviços e ... Leia mais >
Medição de água individualizada reduz em cerca de 5% valor do condomínio
O hidrômetro de medição de água de seu condomínio é individualizado... Leia mais >
Novos edifícios abrem mão de muro em nome da convivência
Por Daniel Vasques | Folha de São Paulo O paulistano que caminh... Leia mais >
Alphaville leva corretores para conhecer Terras Alphaville em Foz
A Alphaville, maior urbanizadora do Brasil, levará, na próxima terç... Leia mais >
Processos por falta de pagamento de condomínio crescem 5,8% em 2012
O número de ações judiciais de cobrança por falta de pagamento da t... Leia mais >


