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Banquinhos brasileiros ganham exposição em galeria holandesa

08 de nov de 2012 | Por: Seu Lar Aqui

Um dos móveis mais tradicionais do Brasil ganhou destaque em uma das mais vanguardistas galerias de arte da Europa. Entre 16 de setembro e 21 de outubro, 62 banquinhos ocuparam uma das salas de exibição do Hôtel Droog, em Amsterdã. A responsável pela iniciativa foi a brasileira Adélia Borges, jornalista e pesquisadora do design.

Colecionadora de banquinhos, ela reuniu tanto peças de artesanato regional e indígena de seu acervo pessoal quanto modelos assinados por grandes nomes do design brasileiro, como Carlos Motta e Marcelo Rosenbaum, para organizar a exposição. “Quando faço palestras, sempre procuro conhecer a arte do local, e passei a me interessar pelos banquinhos populares, esses de rua mesmo. Comecei a comprar e, quando percebi, tinha uma coleção”, conta a curadora da mostra.

Ela explica que a atração pelos banquinhos vêm do fato de serem peças que desempenham apenas uma função básica – só servem para sentar –, mas têm formas completamente diferentes umas das outras. “O formato expressa a cultura local,” diz Adélia. Segundo ela, os banquinhos indígenas, por exemplo, costumam ser adornados com desenhos que as pessoas levam no corpo, além de alguns terem formatos de animais.

As diferenças também são regionais. “Questões climáticas e culturais se destacam nos banquinhos”, afirma Adélia. Se na região sul do Brasil, que é fria, a lã aparece nos assentos, no norte, mais quente, prevalecem as madeiras do local onde a peça é produzida.

Outra característica importante desse tipo de móvel é seu caráter igualitário, defende a pesquisadora: “Nas cadeiras, a altura do encosto serve para marcar a importância de quem senta, já os banquinhos são pequenos, democráticos, colocam todos no mesmo nível.”

Adélia conta que a ideia da exposição surgiu quando, ao final de uma palestra realizada na capital da Holanda, ela mostrou uma série de fotos de banquinhos de sua coleção, para ilustrar a variedade de formas e a diversidade cultural das peças. Foi necessário um ano para levantar os recursos para bancar o evento, que foi totalmente financiada com capital holandês, mas o esforço valeu a pena e a mostra parece ter chamado a atenção dos europeus. A curadora afirma que já recebeu propostas para levar a exposição à França e à Inglaterra.

Fonte: Terra

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